quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Terça-feira, 01/08/2017

Respeitemos
os nossos amores,
os nossos temores,
os nossos pudores,
os nossos louvores,
os nossos queimores.

Que eles não necessitam de ser os mesmos
e, oxalá,
que não os sejam.

Assim eu aprendo contigo,
você aprende comigo,
e descobriremos quão tênues podem - ou não - ser
as nuances dissolvidas nas entrelinhas das nossas diferenças.

E juntos, entenderemos de igualdade,
mas, daquela de verdade,
a que reside no entendimento de que,
ainda que juntos,
sempre seremos unos.

E jamais cairemos no erro de,
inutilmente, fingir
que vamos nos fundir numa coisa só.